Queda — A história do Coala Teo

Queda — A história do Coala Teo

5 minQueda / Trauma3-8 anos

Para quem está lendo

Indicada para crianças internadas após uma queda. Ajuda a falar sobre dor, gesso, exames e a presença constante de quem ama.

No coração da floresta de Eucaliptolândia, vivia um coala curioso chamado Teo. Ele adorava subir nas árvores mais altas, brincar de pular entre os galhos e conversar com os passarinhos que moravam lá no alto.

Sua mamãe, dona Luma, vivia dizendo: — Teo, meu bem, as folhas vão esperar, mas sua segurança não! Suba com cuidado, olhe onde pisa!

Mas naquele dia, o céu estava nublado e a floresta cheirava a eucalipto molhado. Teo viu uma folha verdinha balançando bem no topo de uma árvore e, sem pensar duas vezes, subiu correndo. Escorregou num galho molhado e… PLOFT!

Foi uma queda rápida, como um trovão silencioso. Teo caiu no chão e ficou ali, quietinho. Seu bracinho doía, sentia uma pontada no peito e suas orelhas estavam quentes, como se o mundo estivesse rodando.

Mamãe Luma correu como um raio. Pegou Teo no colo com todo cuidado do mundo e sussurrou: — Calma, meu filhote. A mamãe está aqui. Vai ficar tudo bem.

Ela o levou apressada até a Clínica da Floresta, um lugar mágico onde os médicos usavam folhas brilhantes, xaropes coloridos e palavras doces para cuidar dos bichinhos doentes.

A doutora Coruja o examinou com seus grandes olhos atentos. Pediu um Raio-X (uma máquina que via os ossos por dentro!) e o doutor Tamanduá escutou o coração de Teo com um estetoscópio em forma de flor.

— Teo machucou uma costelinha e fraturou o bracinho — explicou a doutora. — Vai precisar descansar, tomar alguns remedinhos e ficar uns dias aqui com a gente.

Teo ficou com medo. Nunca tinha dormido fora de casa. Mas a mamãe Luma deu um beijo na pontinha do nariz dele e disse: — Mesmo que eu não esteja pertinho o tempo todo, meu coração estará coladinho ao seu.

Nos primeiros dias, Teo sentia dor ao mexer o braço e às vezes tossia. Mas mamãe Luma fazia mágica com palavras: — Esse remédio rosa é suco de flor do sono. E essa tala é um escudo de super-coala!

As enfermeiras Beija-flor e Tartaruga traziam compressas mornas, cantavam canções da floresta e decoravam o quarto com folhas coloridas. Todos cuidavam de Teo como se ele fosse um tesouro.

Aos poucos, Teo melhorou. Até que a doutora Coruja sorriu: — Parabéns, Teo! Você já pode ir pra casa! Mas lembre-se: nada de subir em galhos molhados por enquanto!

E assim, Teo descobriu que ser forte não é subir mais alto, mas saber quando parar, respirar e deixar que o amor da mamãe ajude a sarar.

Moral da história

Ser forte não é subir mais alto, é saber parar, respirar e deixar o amor cuidar.

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