Mão-pé-boca — Joaninha Lili e o descanso corajoso

Mão-pé-boca — Joaninha Lili e o descanso corajoso

4 minMão-pé-boca2-7 anos

Para quem está lendo

Para crianças internadas com mão-pé-boca. Fala das feridinhas na boca, coceira nas mãos e pés, e dos cuidados de higiene.

Na clareira mais colorida da floresta vivia a joaninha Lili, conhecida por suas pintinhas alegres e pelo coração valente. Mas um dia, Lili começou a se sentir diferente. Seu corpinho ficou com manchinhas vermelhas, as mãozinhas e pezinhos coçavam, e a boquinha ficou cheia de feridinhas que ardiam até para tomar néctar.

A mamãe joaninha voou com Lili até a Árvore Grande, onde morava a Doutora Coruja. Após examiná-la com carinho, ela explicou que Lili estava com a doença mão-pé-boca, causada por um vírus travesso que gosta de visitar quem ainda está com as asas novinhas.

— Não se preocupe, minha pequena — disse a doutora. — Com cuidados, amor e um pouquinho de paciência, você vai melhorar rapidinho.

Por causa das feridinhas e da febre, Lili precisou ficar alguns dias na Casinha do Descanso. No começo, sentia-se tristinha — falta do céu aberto, dos amigos, da comidinha da mamãe.

Mas a enfermeira Tamanduá trouxe um remédio que aliviava as dores, o enfermeiro Beija-flor um geladinho de mel, e o doutor explicava cada passo com carinho. A mamãe joaninha cantava musiquinhas e lembrava Lili de como era corajosa.

As feridinhas começaram a sumir, a febre baixou, e Lili voltou a sorrir. Um dia, a Doutora Coruja entrou com um sorriso largo: — Lili, você está de alta! Mas nada de dividir potinhos de néctar, lave sempre suas patinhas e boquinha.

Ao sair da Casinha do Descanso, a floresta inteira parecia em festa. E todas as noites, antes de dormir, Lili agradecia à mamãe joaninha por ter sido seu ninho de força e amor.

Moral da história

Descansar também é uma aventura — daquelas que ensinam muito.

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