Insuficiência cardíaca — O coraçãozinho valente da Ovelhinha Nuvem

Insuficiência cardíaca — O coraçãozinho valente da Ovelhinha Nuvem

5 minInsuficiência cardíaca4-9 anos

Para quem está lendo

Para crianças internadas com insuficiência cardíaca. Fala de cansaço, falta de ar, inchaço e dos cuidados diários em casa.

Nuvem era uma ovelhinha de lã branquinha e olhos atentos, que adorava correr pelos campos ao lado de sua mamãe. Mas nas últimas semanas, algo estava diferente.

Sempre que subia o morrinho onde costumava brincar, precisava parar para respirar. Sentia o peito apertado, como se carregasse uma mochila invisível. Às vezes suava sem estar no sol, e suas patinhas ficavam inchadas no fim do dia.

Uma noite, Nuvem acordou com o coração batendo forte demais e o ar parecia não querer entrar. — Mamãe, meu peito está cansado…

Sem perder tempo, a mamãe a levou ao pronto-atendimento da Colina Central. A enfermeira Estelinha passou a mão em sua testa: — Você chegou no lugar certo, pequena. Vamos cuidar bem do seu coração.

O doutor Cardino escutou seu peito com um aparelhinho gelado e explicou que o coraçãozinho dela estava trabalhando demais — como uma bomba que precisava de ajuda para empurrar o sangue pelo corpo. Por isso o cansaço, a falta de ar e as perninhas inchadas.

Nuvem ficou internada, com soro e exames. No começo, ficou apreensiva. Mas a mamãe ficou ao seu lado o tempo todo, segurando sua patinha e contando histórias do campo.

As enfermeiras vinham sempre com um sorriso, ajeitavam os travesseiros e traziam desenhos para colorir. Nuvem tomou remédios que ajudavam o coração a bater com mais força e a tirar o líquido que sobrava. Aos poucos, respirou melhor.

— Nuvem, sua melhora foi linda. Já podemos mandar você de volta pro campo com a mamãe — disse o doutor. Em casa, ela ganhou uma tabela de corações coloridos para marcar cada remédio.

E aprendeu que coragem também mora na calma — especialmente quando ouvia a voz da mamãe dizendo: — Estou aqui com você. Sempre estarei.

Moral da história

Coragem também mora na calma — e o coração, mesmo delicado, bate forte quando é amado.

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