Infecção urinária — Camalito e as cores das emoções

Infecção urinária — Camalito e as cores das emoções

5 minInfecção urinária3-8 anos

Para quem está lendo

Para crianças internadas com infecção urinária. Aborda ardência ao urinar, febre, antibiótico e hidratação — com leveza e cor.

Camalito era um camaleãozinho encantado que adorava escalar os galhos da floresta. Sua pele mudava de cor conforme seus sentimentos: alegre virava amarelo-sol; relaxado, verde-folha; preocupado, cinza-névoa.

Numa manhã diferente, Camalito acordou esquisito. Sentia a barriga pesada e, ao ir fazer xixi, sentiu uma ardência que fez sua cauda se encolher. — Ai… que estranho — murmurou.

Voltou a brincar, mas precisou ir ao banheiro de novo. E de novo. E outra vez. Cada ida deixava seu corpo mais cansado e sua pele mais pálida. Em casa, não quis comer; estava com os olhos opacos e o corpinho quente.

A mamãe pensou com o coração: — Isso não é só cansaço. Vamos até o hospital da floresta.

Lá, foi acolhido por enfermeiras corujas e pelo doutor Tamanduá, que examinou sua barriga e pediu um exame de urina. — Camalito está com uma infecção urinária. Por isso a ardência, a febre e a falta de apetite. Vamos cuidar com antibiótico, hidratação e repouso. Ele vai precisar ficar internado por alguns dias.

Camalito ficou um pouco assustado. Mamãe Camaleoa segurou sua patinha com ternura: — Eu estou aqui com você, meu amor. Mesmo quando precisar sair rapidinho, meu coração está do seu lado. Camalito sorriu e sua pele virou rosado-quente — a cor do amor.

Durante a internação, as enfermeiras davam os remédios na hora certa, faziam cócegas nos pezinhos e contavam histórias. Mamãe Camaleoa deixava bilhetinhos no travesseiro: “Se eu não estiver com olhos, estou com o coração!”

A ardência sumiu, a febre cedeu, a barriguinha não doía mais. Camalito aprendeu a beber muita água e a avisar sempre que sentisse algo diferente.

No dia da alta, vestia sua cor favorita: verde-esperança com pintinhas douradas. — Mesmo quando você saiu, eu sentia que você estava aqui. Seu amor ficou comigo o tempo todo — disse à mãe, voltando para casa com o coração leve.

Moral da história

O amor de mãe, mesmo quando dá uma voltinha, nunca vai embora de verdade.

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