Fibrose cística — Raposinha Luma e seu fôlego de coragem

Fibrose cística — Raposinha Luma e seu fôlego de coragem

4 minFibrose cística4-10 anos

Para quem está lendo

Para crianças com fibrose cística e internações recorrentes. Acolhe o cansaço do tratamento contínuo e celebra cada passo.

Na beira de uma floresta encantada vivia Luma, uma raposinha de pelos dourados. Ela adorava correr entre as árvores, mas, de vez em quando, algo atrapalhava. — Tô cansada… — suspirava, com o peito apertado. Às vezes tossia tanto que mal conseguia brincar.

Quando isso acontecia, ia até a Clareira da Cura, onde moravam a doutora Coruja, o enfermeiro Macaco e a cuidadora Tartaruga. Luma tinha Fibrose Cística, algo que deixava seus pulmões e barriga sempre precisando de cuidados especiais.

— Seus pulmõezinhos produzem um muco muito espesso, Luma. Isso dificulta sua respiração e pode causar infecções. Mas com tratamento direitinho, você vai correr por aí de novo!

No começo, Luma ficava triste. O cheiro dos remédios, as máscaras de vapor e os dias longos sem brincar pareciam uma eternidade. Mas algo dentro dela dizia: Eu sou forte como a floresta. Eu só preciso de paciência.

Cada cuidado fazia diferença. O xarope amargo ajudava a tossir o catarro para fora. As fisioterapias respiratórias deixavam seu peito mais leve. Os sorrisos do enfermeiro Macaco curavam a alma.

Dia após dia, a tosse foi diminuindo e o brilho dos olhos voltou. — Luma, hoje é o seu dia de alta! — disse a doutora Coruja. A floresta inteira comemorou.

Antes de ir, Luma deixou uma mensagem na árvore dos pacientes: “Para quem estiver lendo: você é forte. Confie nos cuidados, aceite a ajuda e nunca se esqueça que até as pequenas raposas podem vencer grandes batalhas.”

Moral da história

Coragem não é nunca ficar doente — é seguir lutando com alegria, mesmo quando está difícil.

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