Na beira de uma floresta encantada vivia Luma, uma raposinha de pelos dourados. Ela adorava correr entre as árvores, mas, de vez em quando, algo atrapalhava. — Tô cansada… — suspirava, com o peito apertado. Às vezes tossia tanto que mal conseguia brincar.
Quando isso acontecia, ia até a Clareira da Cura, onde moravam a doutora Coruja, o enfermeiro Macaco e a cuidadora Tartaruga. Luma tinha Fibrose Cística, algo que deixava seus pulmões e barriga sempre precisando de cuidados especiais.
— Seus pulmõezinhos produzem um muco muito espesso, Luma. Isso dificulta sua respiração e pode causar infecções. Mas com tratamento direitinho, você vai correr por aí de novo!
No começo, Luma ficava triste. O cheiro dos remédios, as máscaras de vapor e os dias longos sem brincar pareciam uma eternidade. Mas algo dentro dela dizia: Eu sou forte como a floresta. Eu só preciso de paciência.
Cada cuidado fazia diferença. O xarope amargo ajudava a tossir o catarro para fora. As fisioterapias respiratórias deixavam seu peito mais leve. Os sorrisos do enfermeiro Macaco curavam a alma.
Dia após dia, a tosse foi diminuindo e o brilho dos olhos voltou. — Luma, hoje é o seu dia de alta! — disse a doutora Coruja. A floresta inteira comemorou.
Antes de ir, Luma deixou uma mensagem na árvore dos pacientes: “Para quem estiver lendo: você é forte. Confie nos cuidados, aceite a ajuda e nunca se esqueça que até as pequenas raposas podem vencer grandes batalhas.”
