No Vale Macio vivia Timtim, um ursinho de pelo dourado que amava correr atrás dos vaga-lumes. Mas numa manhã fria, acordou diferente: corpo mole, nariz escorrendo, tossindo muito. Sua respiração fazia um chiado fino e seu peito subia e descia rápido.
— Mamãe… tô com um aperto aqui dentro… — sussurrou, encostando a patinha no peito. A mamãe ursa o abraçou forte e o levou ao Hospital da Floresta Serena.
A doutora Corujanda escutou o peitinho e explicou: — Timtim está com bronquiolite. É uma infecção nos pulmõezinhos, causada por um vírus. Por isso ele está tossindo, com chiado no peito, febre e falta de ar. Mas vamos cuidar bem dele.
Tudo era novo: a máscara de oxigênio, os aparelhos que piscavam. Mas mamãe ursa ficou ao lado dele o tempo todo. — Eu estou aqui, meu filhote. Você é forte, e cada dia vai ficar melhor.
A enfermeira Girafa aplicava os remédios com jeitinho. O enfermeiro Tatu chegava sorrindo: — Hoje é dia de ficar mais forte, Timtim. Vamos fazer juntos a inalação que ajuda a abrir seus pulmõezinhos.
Com oxigênio e nebulização, o peito chiava menos. Timtim voltou a ter fome, pediu suco de frutas e sorriu quando ganhou um ursinho de pelúcia.
Depois de alguns dias, ele respirou fundo: — Mamãe, agora o ar entra direitinho! — Timtim, chegou sua alta! — anunciaram. Na floresta, os esquilos e vaga-lumes fizeram festa. E a mamãe ursa pensou: “Ele foi corajoso. E eu fui firme por nós dois.”
